sábado, 29 de novembro de 2008

lá vai ela de novo... construindo um lindo castelo, de areia!

(isso é só porque os dias de praia voltaram!)

e continua sem entender

"Ela passou a maior parte do tempo pensando sobre as brigas que tiveram, desejando que ela pudesse apagar todas elas, desejando que eles pudessem retornar cada palavra horrível que disseram um ao outro.
Ela rezou para que ele soubesse que as palavras que o poderiam ter magoado foram ditas em um momento de raiva e que não refletiam seus sentimentos reais, seus desejos.
Ela se torturou pelos tempos em que ela foi tão egoísta, saindo com as amigas pela noite nos momentos em que estava brava com ele, ao invés de ficar em casa assistindo televisão ou apenas em silencio ao lado dele.
Ela se castigava por deixá-lo falando sozinho quando ela simplesmente deveria te-lo abraçado, quando ela guardou remorso por dias e mais dias ao invés de apenas perdoa-lo, quando ela preferiu dormir a fazer amor com ele.
Ela queria retornar cada momento em que sabia que havia estado tão nervosa e o odiou.
Ninguém a havia avisado que ele a deixaria, ninguém.
Haviam dias felizes, quando ela andando pela rua se recordava de uma brincadeira, ou de um sorriso, e como se estivesse em um dia perfeito, caminhava com a cabeça erguida e o rosto iluminado, principalmente quando uma piada dele surgia em sua mente e ela se recordava de seu esforço para faze-la rir.
Então ela se largava em dias de depressão profunda, e poucas vezes se reerguia e tentava seguir viagem, mas qualquer pequena coisa a fazia cair novamente, sendo impossível controlar as lagrimas.
Alguns amigos a ajudavam com a tristeza, e em outros ate a faziam sorrir, mas mesmo em sua maior gargalhada ela sentia seu peito doer e sabia que algo faltava.
Ela não acreditava mais que poderia ser realmente feliz, ela apenas sentia que as horas passavam, os dias e as noites, sem que nada mais importasse.
Ela estava cansada de apenas existir, ela queria viver, ser feliz com ele outra vez.
Mas qual era a razão de viver quando não se tem mais o sentido que se tinha antes?
Quando não existe vida no viver?
Essas perguntas entravam por sua mente a todo momento ate chegar no ponto em que não desejava mais acordar de seu sono e cair na realidade.
E assim passava os dias entre os lençóis de sua cama.
No fundo ela não se sentia tão mal por estar assim, sabia que era normal e tampouco achava que estava enlouquecendo ou sofrendo mais que o necessário.
Ela sabia que as pessoas acreditavam que algum dia todo esse amor se esvairia dando espaço para um novo homem em sua vida, e que esse sentimento seria apenas uma lembrança distante, entretanto, ela não queria que assim fosse, e desejava ama-lo pelo resto da vida, mesmo que ele não a quisesse nunca mais, a permitir que outro homem entrasse em sua vida.
Ele sabia que eles seriam muito felizes.
Porem ela nao entendia como ele poderia ser feliz sem ela... ela estava com ele no meio dessa felicidade?
Ela saltaria de um aviao, pularia no rio mais profundo e passaria horas em um quarto escuro sozinha so para poder fazer parte de sua vida outra vez.
Mas no fundo ela sabia que ele estava certo, e que tudo iria leva-los para a felicidade dos dois, da maneira que fosse...
...mas mesmo assim ela nao entendia."
(joyce)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

pensamento do dia

abra a casa para os amigos, mesmo que isso signifique sujeira no tapete... afinal pessoas (ainda) são mais importantes do que tapetes